Friday, February 29, 2008

A partir de agora, vou estar assim...

Quando deixar de estar, venho aqui dizer qualquer coisinha...

Tuesday, February 19, 2008

Amor, esse Grande Equívoco

"Durante muitos anos, com frequência me lembrei de ti, ou da tua imagem, para ser mais exacto, pois daquilo que uma vez amamos só nos resta (tal como de um livro) uma muito vaga impressão geral e algum episódio. E com frequência também me perguntei, procurando entre a névoa da lembrança não sei se uma resposta, o que deixaste em mim que continue meu ainda e se não foi o amor, o meu amor por ti e não tu própria, o que me importa ainda e o que procuro ainda ao recordar-te. Se a nossa vida arde, somos chama ou aquilo que se queima e é a cinza? Nessa desmesura que é o tempo acham sua razão amor e esquecimento, mas não sua medida. Ao recordar-te, compreendo-o tão bem, que pouco importa saber ou não saber, mas tão-somente sentir que foste parte de mim mesmo, que estás dentro de mim, tal os meus sonhos, que são e não são eu, mas em mim nascem, que já nunca de mim vais apagar-te, que, queira ou não queira eu o esquecimento, hás-de ir vivendo com a minha vida. Que estranha sensação essa certeza."

Abelardo Linares

Monday, February 18, 2008

O fim de semana passou...

... foi de arrumos: no armário e na cabeça, entre chuva, chá e chocolates, conversas e roteiros de mulheres.
Hoje o dia acordou à chuva.
Apetecem-me framboesas!



Friday, February 15, 2008

Até as velas faltaram, mas só agora me lembro...

De romântico, nada teve. Foi um reviver levado a sério, com muitas gargalhadas. Pouca conversa sisuda, ou quase nada...hummm: nada! Foi bom, muito bom mas, para o ano não. Por favor, mais não!

Na foto: Eu, de malas feitas!

Tuesday, February 12, 2008

As Quatro Ignorâncias do Amante

Quatro ignorâncias podem concorrer em um amante, que diminuam muito a perfeição e merecimento de seu amor. Ou porque não se conhecesse a si: ou porque não conhecesse a quem amava: ou porque não conhecesse o amor: ou porque não conhecesse o fim onde há-de parar, amando. Se não se conhecesse a si, talvez empregaria o seu pensamento onde o não havia de pôr, se se conhecera. Se não conhecesse a quem amava, talvez quereria com grandes finezas a quem havia de aborrecer, se o não ignorara. Se não conhecesse o amor, talvez se empenharia cegamente no que não havia de empreender, se o soubera. Se não conhecesse o fim em que havia de parar, amando, talvez chegaria a padecer os danos a que não havia de chegar se os previra.

Padre António Vieira, in "Sermões"

Thursday, February 7, 2008

Hoje sinto-me assim...

e entre lágrimas! (mas também risos e sorrisos).

Sunday, February 3, 2008

Contradições

É engraçado como um ídolo da adolescência se cruzou hoje na minha vida e, sem demoras, me fez um convite para jantar. Chamei-lhe de precipitado e presunçoso e, depois de muita conversa, recusei. É engraçado como o que foi deixa de ser, e já não é. E o que não tem graça é que, o que me chega, também me sobra e a recusa também é inevitável. Enquanto isso, vazia, espero a medida certa, que teima em não chegar.



Friday, February 1, 2008

Bom fim de semana!

“Há um encanto subtil no paladar do chá que o torna irresistível e susceptível de idealização...este não tem a arrogância do vinho, a consciência de si próprio do café, nem a inocência afectada do cacau”.

Kakuzo Okakuna