Friday, February 29, 2008
Thursday, February 21, 2008
Tuesday, February 19, 2008
Amor, esse Grande Equívoco
"Durante muitos anos, com frequência me lembrei de ti, ou da tua imagem, para ser mais exacto, pois daquilo que uma vez amamos só nos resta (tal como de um livro) uma muito vaga impressão geral e algum episódio. E com frequência também me perguntei, procurando entre a névoa da lembrança não sei se uma resposta, o que deixaste em mim que continue meu ainda e se não foi o amor, o meu amor por ti e não tu própria, o que me importa ainda e o que procuro ainda ao recordar-te. Se a nossa vida arde, somos chama ou aquilo que se queima e é a cinza? Nessa desmesura que é o tempo acham sua razão amor e esquecimento, mas não sua medida. Ao recordar-te, compreendo-o tão bem, que pouco importa saber ou não saber, mas tão-somente sentir que foste parte de mim mesmo, que estás dentro de mim, tal os meus sonhos, que são e não são eu, mas em mim nascem, que já nunca de mim vais apagar-te, que, queira ou não queira eu o esquecimento, hás-de ir vivendo com a minha vida. Que estranha sensação essa certeza."
Abelardo Linares
Abelardo Linares
Monday, February 18, 2008
O fim de semana passou...
Friday, February 15, 2008
Até as velas faltaram, mas só agora me lembro...
Tuesday, February 12, 2008
As Quatro Ignorâncias do Amante
Quatro ignorâncias podem concorrer em um amante, que diminuam muito a perfeição e merecimento de seu amor. Ou porque não se conhecesse a si: ou porque não conhecesse a quem amava: ou porque não conhecesse o amor: ou porque não conhecesse o fim onde há-de parar, amando. Se não se conhecesse a si, talvez empregaria o seu pensamento onde o não havia de pôr, se se conhecera. Se não conhecesse a quem amava, talvez quereria com grandes finezas a quem havia de aborrecer, se o não ignorara. Se não conhecesse o amor, talvez se empenharia cegamente no que não havia de empreender, se o soubera. Se não conhecesse o fim em que havia de parar, amando, talvez chegaria a padecer os danos a que não havia de chegar se os previra.
Padre António Vieira, in "Sermões"
Padre António Vieira, in "Sermões"
Thursday, February 7, 2008
Sunday, February 3, 2008
Contradições
É engraçado como um ídolo da adolescência se cruzou hoje na minha vida e, sem demoras, me fez um convite para jantar. Chamei-lhe de precipitado e presunçoso e, depois de muita conversa, recusei. É engraçado como o que foi deixa de ser, e já não é. E o que não tem graça é que, o que me chega, também me sobra e a recusa também é inevitável. Enquanto isso, vazia, espero a medida certa, que teima em não chegar.


Friday, February 1, 2008
Bom fim de semana!
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