"Na noite em que bebeste medronho, e me pediste a lua,
ouvi os deuses cantarem de dentro das pedras.
Enquanto me fazias perguntas,
e eu te olhava como se nunca te tivesse visto,
limitei-me a recolher o canto que subia da terra,
como se nele estivesse a resposta que me pedias.
E entre o pedaço de seio que subsiste dessa noite,
e a lua que não fui buscar, o tempo escorre pelas mãos
que guardaram a tua voz, como se fosse um fruto,
e a deixaram macerada nos meus ouvidos,
para que dela nascesse o licor do poema."
Nuno Júdice
Monday, October 29, 2007
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2 comments:
quem me dera sentir isso... mas sinto-me pouco lírica, nestes dias..
e hoje, que sinto tudo menos isto? que sinto o oposto e q ninguém me pediu a lua, nem o sol, nem nada... ninguém. E tu, que não actualizas o blog? ;)
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